AS FRONTEIRAS DO ESTADO:

VIOLÊNCIA, MILÍCIAS, CRIME ORGANIZADO E POLÍTICAS DE SEGURANÇA PÚBLICA EM ÁREAS SOCIALMENTE VULNERÁVEIS

Autores

  • Gilberto de Souza Vianna
  • Pedro H. Villas Bôas Castelo Branco
  • https://doi.org/10.21826/01021788326504 .

DOI:

https://doi.org/10.47240/revistadaesg.v32i65.951

Palavras-chave:

Violência. Segurança Pública. Áreas socialmente vulneráveis. Tráfico de Drogas., Violence. Public security. Socially vulnerable areas. Drug trafficking., Violencia. Seguridad Pública. Áreas socialmente vulnerables. Tráfico de drogas.

Resumo

O artigo procura fazer correlações sobre os temas de violência contra o indivíduo e a sociedade, trabalhando as fronteiras da ação do Estado na área de segurança, relacionando, para tanto, vários fatores, tais como: milícia, crime organizado, áreas socialmente vulneráveis, além da condição humana daqueles que vivem sob a órbita da violência sem a proteção do Estado. Criou-se o conceito de “sociedade de interesse no crime”, no qual estão inseridos quem pratica o crime e quem dele se beneficia. Parte da ausência do Estado em determinadas áreas é decorrente de ações políticas e sociais, no entanto, uma questão de ética e moral individuais colabora para e manutenção desta “sociedade de interesse no crime”, em que o lucro e o benefício individual sobrepõem a preceitos morais e éticos indicadores de práticas morais. Nesse contexto, os indivíduos moradores de áreas socialmente vulneráveis acabam sofrendo violências tanto do crime organizado, quanto do Estado ausente, tornando evidente sua vulnerabilidade. A metodologia utilizada neste artigo figura nos moldes da corrente sociológica conhecida como “sociologia histórica”, corrente que elabora uma conjunção de questões que são ricas em detalhes, estudando como as sociedades se desenvolveram no decorrer da história, e partindo disso analisando como as estruturas sociais, consideradas por muitos naturais, são de fato moldadas por processos sociais complexos. Para esta corrente, a estrutura, é configurada por instituições e organizações, que afetam a sociedade – resultando em fenômenos que vão desde questões de desigualdade, vulnerabilidade, violência e guerra. A sociologia histórica preocupa-se principalmente com a evolução do Estado, analisando as relações entre estados, classes, sistemas econômicos e políticos. Ainda como referência Metodológica, o autor deste artigo utiliza os trabalhos de Charles Tilly, Judith Butler,e Giorgio Agamber, procurando e, ao mesmo tempo, preocupado em articular as relações entre uma série de elementos conceituais inerentes à situação.

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Publicado

31-12-1969

Edição

Seção

Artigos