A ESTRATÉGIA EMPRESARIAL NA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO

Autores

  • Júlio Sérgio Dolce

DOI:

https://doi.org/10.47240/revistadaesg.v0i39.573

Resumo

Atualmente tem se discutido, intensamente, nos círculos acadêmicos e nas empresas, o fato de que as estratégias empresariais baseadas em sistemas de informação (SI) e montadas a partir das novas tecnologias da informação (TI), podem levar as organizações tanto ao sucesso como à falência. Diferentes modelos para formação e implementação das estratégias de SI/TI nas empresas tem sido apresentados e testados, porém, na sua maioria ligados às estratégias corporativas mecanicistas do século passado. Este artigo apresenta diferentes perspectivas no emprego das estratégias de SI/ TI e sugere de que modo as empresas devem se organizar para competir na nova sociedade do conhecimento que começa a se instalar num mundo globalizado. Faz ainda uma crítica ao modelo de alinhamento automático entre a estratégia de SI/TI e a estratégia corporativa. Nesse modelo, SI/ TI serve apenas de suporte à implementação da estratégia da empresa. Da teoria da complexidade surgem as idéias de auto-organização (self-organization) e autoprodução (autopoiesis) para mostrar que as empresas, na sociedade do conhecimento, devem ser tratadas como sistemas biológicos autoproduzidos. Nessas empresas, a estratégia corporativa surge num processo de auto-organiza- ção, onde se dá grande importância à capacidade de improvisação e multifunção (bricolage) dos seus componentes, uma perspectiva ainda não percebida por muitos administradores. Nesse novo enfoque, a estratégia de SI/TI resulta do acoplamento estrutural entre a estratégia corporativa autoproduzida e as tecnologias de informa-ção, existentes no ambiente interno e externo da empresa. Finalmente, para que as organizações prosperem na complexa sociedade do conhecimento, elas devem gerar processos criativos de crescimento coerentes com a sua identidade. Isso se torna possível à medida em que as empresas encontram o equilíbrio entre o grau de abertura às perturbações na sua estrutura e de flexibilidade em permitir improvisação nos seus métodos e processos.

Downloads

Publicado

31-12-1969

Edição

Seção

Artigos