BANCO CENTRAL:

Último Reduto da Luta de Classes Depois da Guerra Fria

Autores

  • J. Carlos de Assis

DOI:

https://doi.org/10.47240/revistadaesg.v25i52.258

Palavras-chave:

Economia Política. Banco Central. Políticas Monetária e Fiscal.

Resumo

A expansão da democracia de cidadania ampliada no mundo deu à política fiscal uma dimensão que complementa a tradicional luta distributiva de renda no plano das empresas. É pela política fiscal que as sociedades escolhem, explicitamente, os financiadores e os beneficiários dos gastos públicos. Em contrapartida, a política monetária guarda sua tradicional característica de opacidade. Quando se abre sua caixa-preta, verifica-se que o locus da luta pela distribuição de renda nas sociedades contemporâneas já não é tanto a política fiscal, mas a política monetária, com seu caráter obscuro e antidemocrático. Foi a incapacidade de apreender esse movimento que fez com que os partidos progressistas da Europa e do resto do mundo não tenham se oposto ao neoliberalismo mas, na verdade, acabassem aderindo a ele, pelo menos até a crise de 2008, situação que ainda se arrasta.

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Publicado

25-08-2017

Edição

Seção

Artigos