INTERVENÇÃO HUMANITÁRIA:

Princípios Universais ou Segurança Seletiva? Os casos do Kosovo e da Ossétia do Sul

Autores

  • Carlos Chagas Vianna Braga

DOI:

https://doi.org/10.47240/revistadaesg.v27i54.242

Palavras-chave:

Segurança Internacional. Intervenções Humanitárias. Kosovo. Ossétia do Sul. Teorias de Relações Internacionais. Soberania.

Resumo

Este artigo analisa o papel das intervenções humanitárias no contexto da segurança internacional contemporânea, tendo como base dois processos recentes: Kosovo e Ossétia do Sul. A partir destes dois processos e do posicionamento dos principais atores da comunidade internacional envolvidos, procura avaliar como as práticas intervencionistas têm sido compreendidas e justificadas nas Relações Internacionais. Para tanto, essas ingerências são examinadas à luz de seis perspectivas teóricas: realismo, liberalismo, teoria crítica cosmopolita, construtivismo, pós-estruturalismo e pós-colonialismo. Estas reflexões procuram mostrar que as intervenções humanitárias acabam sendo norteadas por motivações particulares, negando, portanto, uma pretensa universalidade de princípios. A prioridade do particular em relação à universal não constitui, na realidade, uma peculiaridade destes dois episódios abordados neste estudo. A análise das intervenções (ou não intervenções) humanitárias ocorridas nos últimos anos parece apontar para uma predominância dos interesses pessoais sobre os gerais, resultando em critérios de “segurança seletiva” no lugar da desejável segurança coletiva.

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Publicado

25-08-2017

Edição

Seção

Artigos