A GUERRA OMNIDIMENSIONAL:

NOVAS CONCEPÇÕES DO PENSAMENTO ESTRATÉGICO MILITAR

Autores

  • Rui Martins da Mota
  • Carlos E. Franco Azevedo

DOI:

https://doi.org/10.47240/revistadaesg.v27i55.225

Palavras-chave:

Dimensões. Campo de Batalha. Guerra Omnidimensional. Inovações.

Resumo

Há certo consenso no Pensamento Estratégico Militar tradicional em classificar as guerras ocorridas no Período Moderno em quatro gerações, de acordo com as mudanças qualitativas ocorridas nas condutas táticas. No entanto, este método de análise compreende uma abordagem ex-post, focada nas características que se sobressaíram de guerras já ocorridas, o que a torna pouco adequada para a análise dos conflitos atuais e futuros. Considerando o surgimento das “novas” ameaças e desafios que, atualmente, impactam a percepção de segurança da sociedade, bem como seus reflexos, que estão ocasionando verdadeiras revoluções nos assuntos militares, faz-se imperativo buscar uma abordagem ex-ante, focada não mais em fatos arrematados, mas sim num espectro mais amplo de possibilidades. Em função disso, o presente artigo apresenta uma proposta de abordagem focada no campo de batalha, como espaço de conflito, caracterizando as dimensões que, ao longo do tempo, foram sendo incorporadas por meio do desenvolvimento das inovações tecnológicas, procurando evidenciar, também, a importância da absorção das inovações não tecnológicas, caracterizadas por soluções inovadoras no âmbito da doutrina militar, da organização das forças militares e do preparo e emprego da Expressão Militar do Poder Nacional. Além disso, o trabalho questiona se as ambiências espacial e tecnológica continuarão servindo para a classificação das guerras e apresenta, de forma sucinta, o conceito de Guerra Omnidimensional. Para isso, utiliza-se uma abordagem qualitativa de natureza exploratória, seguindo um modelo de ensaio teórico, baseado em Severino (2000), o que permite maior liberdade para a argumentação, interpretação e julgamento dos autores, com vistas a suscitar reflexões inovadoras sobre essas instigantes questões.

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Publicado

25-08-2017

Edição

Seção

Artigos