ESTUDOS ESTRATÉGICOS, CONTROLE CIVIL E IDENTIFICAÇÃO DO INIMIGO

Autores

  • Frederico Carlos de Sá Costa

DOI:

https://doi.org/10.47240/revistadaesg.v30i61.154

Resumo

Este trabalho expande e aprofunda a discussão iniciada em artigo anterior, A relação civil-militar e os Estudos Estratégicos, que afirma ser a relação civil-militar o objeto por excelência dos Estudos Estratégicos, por constituir o núcleo capaz de fornecer diretrizes de trabalho, bem como determinar critérios e métodos para pesquisa na área dos Estudos Estratégicos com poder explicativo, causal e generalizante. Assumindo-se que a operação do controle civil é o núcleo da relação civil-militar, e que as populações têm precedência sobre os Estados, discute-se a identificação civil do inimigo contra quem se quer desfrutar da sensação de segurança e como, na ausência de tal identificação, as necessidades de segurança do Estado acabam por sobrepujar as necessidades de segurança da população. O método perseguido é de natureza qualitativa e privilegia o cotejo de teorias relativas às relações políticas entre civis e militares. A conclusão indica que a ausência de controle civil coloca as populações numa posição subalterna em relação ao Estado na consecução de segurança.

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Publicado

14-08-2017

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Seção

Artigos