ECONOMIA DO MAR

DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA O BRASIL NA AMAZÔNIA AZUL

Autores

Palavras-chave:

Economia do Mar, Economia Azul, Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), Marinha do Brasil, Atlântico Sul

Resumo

Possuindo mais de 7 mil quilômetros de litoral, o Brasil pode ser considerado um país
eminentemente marítimo. Tendo em vista a relevância do cluster marítimo nacional
e as potenciais contribuições da economia azul para o desenvolvimento do país, este
artigo tem como propósito analisar as oportunidades existentes no mar, enfatizando
a importância da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no âmbito das atividades
desenvolvidas. A partir de uma abordagem interdisciplinar, combinando Economia e
Relações Internacionais, busca-se apresentar o espaço marítimo brasileiro e os recursos
nele presentes, bem como os principais desafios para a sua exploração sustentável –
considerando especialmente aspectos geopolíticos e de políticas públicas.

Biografia do Autor

Israel de Oliveira Andrade, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)

Pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea, desde 1992, onde atua nas seguintes áreas de estudo: economia de defesa, soberania e defesa nacional, Estratégia Nacional de Defesa, política nuclear, Forças Armadas, base industrial de defesa, inovação tecnológica, defesa e segurança internacional, economia internacional, desenvolvimento econômico e diplomacia. Para além das atividades de pesquisa, no Governo federal, exerceu diferentes funções de assessoramento em órgãos ligados à Presidência da República e ao Sistema de Planejamento Federal. Integrou o gabinete do ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão em funções referentes à relação político-institucional junto à Casa Civil da Presidência da República, a outros ministérios e ao Congresso Nacional. Na mesma pasta, atuou junto a organismos internacionais e instituições multilaterais na elaboração de documentos oficiais e em negociações de interesse econômico do Brasil. Participou como organizador e autor de capítulos de livros sobre política externa brasileira, política comercial, políticas de apoio à inovação, políticas de fronteiras, defesa nacional e indústria de defesa. É integrante da Associação Brasileira de Estudos de Defesa e da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra.

Ana Flávia Barros-Platiau, Universidade de Brasília

Professora Associada do Instituto de Relações Internacionais desde 2002. Diretora do Brasilia Research Centre do Earth System Governance. Senior Researcher do Earth System Governance (Ocean Task force). Membro do International Studies Association (ISA). Membro da diretoria da Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI). Seus principais interesses de pesquisa:  governança global e a política externa brasileira, oceanos, biodiversidade além da jurisdição nacional (BBNJ) e Antártica. Seu grupo de pesquisa é composto por internacionalistas, juristas, biólogos e matemáticos. Pós-Doutora em Direito Internacional pela Universidade Aix-Marseille/CERIC. Doutora em Relações Internacionais pela Universidade Sorbonne Panthéon. Coordenadora dos projetos: i) Dois desafios para o Brasil na governança dos oceanos: Antártica e biodiversidade além da jurisdição nacional (2019-2021), financiado pelo CNPq/MCTIC; ii) Brazilian and Chinese Strategic Diplomacy in Antarctica (2019-2020). Possui diversos artigos científicos publicados em periódicos nacionais e internacionais, além de livros e capítulos de livros, com enfoque especialmente nos seguintes temas: governança global dos oceanos, biodiversidade além da jurisdição nacional (BBNJ), Antártica e BRICS.

Paulo Eduardo Aguiar Saraiva Câmara, Universidade de Brasília

Professor Associado do departamento de botânica da Universidade de Brasília, atuando como orientador de Mestrado e Doutorado nos programas de pós-graduação em Botânica da Universidade de Brasília (UnB) e de Algas, Fungos e Plantas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em Florianópolis. Coordenador de Projetos no Âmbito do Programa Antártico Brasileiro – PROANTAR desde 2013. Licenciado em Biologia pela Universidade de Brasília, Mestre em Botânica pela Universidade de Brasília, Mestre em Ciências pela University of Missouri-Saint Louis (USA) e PhD em Plant Systematics and Evolution pela University of Missouri-Saint Louis (USA). É bolsista Produtividade do CNPq nível 1D. É membro da Sociedade Botânica do Brasil, American Society of Plant Taxonomists, British Bryological Society e International Association of Plant Taxonomists. Membro do comitê internacional de nomenclatura de Briófitas. Segundo-Tenente Oficial Técnico Temporário (OTT) da reserva não remunerada do Exército Brasileiro. Egresso do Curso Superior de Política e Estratégia da Escola Superior de Guerra (CSUPE-ESG). Possui 76 artigos científicos publicados em revistas internacionais e 26 capítulos de livro, já orientou 10 dissertações de mestrado e 6 de doutorado.

Giovanni Roriz Lyra Hillebrand, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

Pesquisador do Programa de Pesquisa para o Desenvolvimento Nacional no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Coordenador de Apoio à Pesquisa no Grupo de Estudos e de Pesquisa em Segurança Internacional da Universidade de Brasília (GEPSI-UnB). Mestrando em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB). Graduado em Relações Internacionais pelo Centro Universitário de Brasília – UniCEUB. Premiado, em âmbito nacional, no II Concurso de Monografias sobre Defesa Nacional, promovido pelo Ministério da Defesa. Possui capítulos de livros e artigos científicos publicados sobre indústria de defesa, atuação das Forças Armadas, entorno estratégico brasileiro, políticas públicas de defesa, inovação tecnológica e terrorismo internacional. Atua na área de Política Internacional, com ênfase em estudos de defesa nacional e de segurança internacional, especialmente nos temas: programas estratégicos das Forças Armadas, políticas de defesa, base industrial de defesa, Amazônia Azul, conflitos armados contemporâneos, tecnologias disruptivas, novas ameaças à segurança internacional, empresas militares privadas e ciência, tecnologia e inovação (CT&I) aplicadas aos conflitos armados.

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Publicado

24-02-2021

Edição

Seção

Artigos