A ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA EM BRASÍLIA (1973-1974)

UTOPIA, MEMÓRIA E PRESENTE

Autores

  • Eduardo Rizzatti Salomão

DOI:

https://doi.org/10.47240/revistadaesg.v34i70.1066

Palavras-chave:

Escola Superior de Guerra (ESG). Brasília. Utopia. Memória.

Resumo

Às margens do lago Paranoá, repousam as ruínas das fundações da edificação que
acolheria a transferência da Escola Superior de Guerra (ESG) do Rio de Janeiro
para Brasília. De autoria do arquiteto Sergio Bernardes, o projeto arquitetônico,
adotado nos anos 1970, visava atender ao propósito de reintegrar a renomada
instituição brasileira de estudos estratégicos de políticas de defesa ao centro
do poder político nacional. Com essa intenção, a nova sede almejava inserir a
ESG no ambiente acadêmico do Distrito Federal ao situá-la nas proximidades
da Universidade de Brasília (UnB). Patrimônio abandonado às intempéries, o
cimento moldado pela concepção de Bernardes sobreviveu por décadas para
provocar perguntas e se deparar com a presente retomada da ambição da criação
de uma sede da ESG em Brasília. Este artigo apresenta os resultados da pesquisa
sobre a memória e o passado de experiência dos acontecimentos que levaram
a condenação do projeto de Bernardes. O problema que norteou o estudo é a
tentativa de compreensão das razões que conduziram ao cancelamento das
obras, inserindo, nessa discussão, reflexões sobre o lugar que as ruínas ocupam
na história e na memória nacional.

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Publicado

18-04-2019

Edição

Seção

Artigos